Minha impressão sobre a Expovinis 2014

30 de abril de 2014 às 13:17

Acaba de se encerrar em SP a Expovinis, maior evento de vinhos da América do Sul, no qual estive presente. As grandes importadoras (Mistral, Decanter e outras) não montaram stands, pois fazem seus eventos solos ao longo do ano. Produtores nacionais de maior porte também optaram por eventos próprios. A vinícola premium Casa Valduga reuniu seus vinhos brasileiros com os de sua importadora Domno Brasil e fez um belo Valduga Gallery Wines no dia 22/4 (no dia 8/5 será a vez de Joinville no Bourbon, numa organização da De Marseille).

Os produtores catarinenses de Vinhos de Altitude (Acavitis) tiveram bom destaque na feira, pois seu objetivo era divulgar  seus vinhos: Quinta da Neve, Villaggio Grando, Pericó entre outras estavam presentes. Sentimos a ausência da Villa Francioni e Santa Augusta. A D’Alture informou-me que espera o próximo ano para ter mais rótulos (tem só 4 ou 5 hoje). O Sauvignon Blanc da Pericó foi Top Ten do evento.Belo branco feito na Serra Catarinense.

Outros produtores nacionais ,sobretudo gaúchos,também fizeram belo papel com degustações descontraídas, no espirito da maioria dos vinhos brasileiros. Também seu objetivo foi chamar a atenção geral para seus vinhos para  aos consumidores,restaurantes e revendas.

Provei o vinho tinto da Copa da Lidio Carraro, feito com 11 uvas (uma para cada jogador) e o mesmo se mostrou um vinho com esta proposta, fácil de beber, de descontração. Um vinho para tomar jovem ( há também um branco e um rosé).

Presença forte de vinhos  europeus de todas as regiões, com destaque para franceses, italianos, portugueses e espanhóis.

Chile e Argentina também com  bom destaque.Degustei diversos vinhos do Uruguai, sobretudo seus cortes que incluem a Tannat. Cada vez mais me empolgo com seus vinhos.

Algumas  considerações minhas sobre a Expovinis 2014. Novo grupo assumiu o evento e acredito que tem que analisar melhor como direcionar o evento dentro dos objetivos dos participantes.

As grandes importadoras (e mesmo vinícolas nacionais) não comparecem mais, fazem seus eventos próprios .Como atraí-las para retornarem? Seguramente num ambiente onde eles possam atender a seus objetivos  de mercado. Como ser um feira para profissionais sem ao mesmo tempo bloquear os consumidores amantes do vinho, de forma harmoniosa?

Produtores de Brunellos ,por exemplo,sem terem distribuição no pais,serviam ávidos consumidores.Serå que este seria seu objetivo,assim como outras vinícolas de produtores não presentes ainda em nosso mercado?

O melhor dos mundos seria espaços específicos em função dos objetivos dos expositores. Assim, quem quer captar importadores, receberia importadores potenciais. As empresas que queiram atrair ou compartilhar com seus distribuidores, revendas ou restaurantes poderiam fazer isso em ambiente distinto.

E quem quer divulgar ao publico em geral, faze-lo num ambiente específico e com publico de consumidores qualificados, como fizeram as vinícolas nacionais.

Frequento há  muitos anos a Expovinis e o bom seria termos as grandes importadoras e vinicolas nacionais,pelo menos com suas novidades a destacar.Naturalmente passa pela analise de retorno do investimento: manter seus eventos solos (participei de alguns e são perfeitos para fidelidade o consumidor) e agregar mais um para atender o mesmo ou um publico complementar.

Acertar a dose ē a chave de maior sucesso deste evento jå consagrado pelo meio.O novo  controlador ē do ramo em termos mundiais,certamente as correções virão nos próximos anos .

Abaixo algumas fotos da Expovinis.

Aqui com o presidente da Acavitis (vinhos de altitude de SC) Acari Amorim e sócio da Quinta das Neves de S.Joaquim. Belas propostas. Dos brancos, destaco  o Sauvignon Blanc e dos tintos o Pinot Noir e os dois blends, um que inclui a Sangiovese e outro a Touriga Nacional.

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Aqui em companhia do único Master of Wine brasileiro Dirceu Vianna, sediado em Londres, após degustarmos o Pinot Noir da Quinta das Neves, que recebeu seu elogio.foto02

 

 

 

 

E aqui a Cave Hermann (com o competente profissional Leandro Mattiuz) com belíssimos vinhos da região da Campanha Gaúcha (próximo do Uruguai). Provei o corte Plural (tinto) e o belo Alvarinho, elaborado no Brasil com assessoria do destacado enologo português Anselmo Mendes. Dois vinhos brasileiros de destaque. E não podemos esquecer seu espumante Brut Lírica, excepcional,pelo método tradicional.

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