O NOME DA ROSA E OUTROS NOMES E PAPOS

20 de fevereiro de 2016 às 22:16

 

Sabado,13 hs.Acabo de colocar um robalo( medio) no forno,coberto com sal grosso.Dicas de meus amigos  Ely e Levi.

Abro um branco Muscadet do Loire que chegou recentemente para nosso portfolio.Vou bebericando com minha mulher Odete.

Abrindo o IPAD, releio detalhes sobre o falecimento do grande escritor italiano Humberto Eco.

Senti vontade de voltar a escrever um post no meu blog que estava meio paralizado.

A morte de Humberto Eco ,o grande escritor italiano fez-me refletir sobre sua obra e por consequencia sobre as diversas formas de comunicacão que nos bombardeiam todos os dias.

Quando li seu livro O Nome da Rosa ainda na decada de 80, passei a ser grande admirador do autor .Como um ser humano conseguia com tanta maestria ,compilar, imaginar e tornar quase real uma historia ambientado em 1327 em plena epoca das trevas,a idade media e com tamanho toque de modernidade no que ele transmitia.

image

Quem como eu passou a decada de 60 fazendo o segundo grau( na epoca ginasio e cientifico) ,estudando em colegio de padres ,praticamente num mosteiro,estudando latim e grego,cantando canto gregoriano,este livro foi muito especial.

Como sempre tinha notas boas,nos 7 anos que passei no internato podia ler livros,sem ter exigencias de estudar.E fiz muito isso e continuo apaixonado por livros até hoje.

Na decada de 70, fiquei só com livros tecnicos pois foi o periodo que estudei graduação e pos( CEAG) na EAESP/FGV em Sao Paulo.

Assim, O Nome da Rosa na decada de 80 me trouxe de volta ao gosto pelos livros de literatura.
O livro tem os ingredientes que gosto,pois reporta a historia,geografia,politica,costumes e muitos detalhes que por incrivel que pareça gosto muito,embora no dia a dia não sou detalhista.Va entender um “”dinossauro”.

Anos depois de ler o livro O Nome da Rosa, fui assistir ao filme.Até gostei . Mas para quem le o livro ,o fime realmente não da a dimensão da obra estupenda de Humberto Eco.
E cria um vazio,pois toda a imaginação que voce proprio criou lendo o livro se desmorona em pouco tempo frente a criação do cineasta.Pode ser muito melhor,mas não é a sua,a original.

Ganhei da amiga Josi no aniversario anos atras o livro Sete Anos no Tibete.Livro maravilhoso para o meu gosto e que prende a atenção a cada pagina.Depois fui ver o filme e parecia outra historia.Partes deliciosas do livro passam superficialmente e não gostei.
Todo aquele misterio das montanhas do Tibete e da sua cidade de Lhasa se esvai num momento.

image

Acho que só vou assistir filmes que não vou ler a historia em livro.
Agradeceria se algum amigo tivesse alguma indicação de quando o inverso é verdadeiro: o filme é melhor que o livro.

Com a Netflix e outras do genero e sugestões de amigos ,eu e minha mulher  estamos assistindo belos filmes e está sendo muito bom.Estou olhando a TV como algo importante para nós agora ,mas ainda assim para filmes.Não consigo gostar da TV aberta,aquela que vicia e faz
voce assistir o que querem.Tenho que me policiar para não interferir no gosto de quem aprecia.

Sou uma apaixonado pela internet e suas redes sociais pelas suas possibilidades de conhecimento , comunicação e diversão.
Bem usada acho que é grande aliada tambem das pessoas mais velhas se divertirem e se comunicarem.Tenho um cunhado na familia muito doente e idoso onde a internet foi um grande achado na sua vida ,complementando sua qualidade de vida ,alem do calor humano dos familiares.

Nas redes sociais há muito lixo,mas voce pode escolher o que quer ver e o restante deixar passar, de colunistas a blogueiros, de forma gratuita ou paga.
Elas precisam ser sempre um complemento, nunca substituindo o convivio fisico com as pessoas.
O encontro fisico com amigos ainda é a melhor forma de expressão,jogando conversa fora ou numa troca de ideia sobre a vida.

Fui num sebo neste verão aqui em Balneario Camboriu e escolhi um livro pelas resenhas da capa e abas que estou finalizando agora.Chama-se Do Outro Lado do Rio ,do escritor canadense John Bemrose.No fundo, o livro fala de coisas simples do dia a dia que se passam as margens do rio Attawan,em Ontario.Só num livro mesmo para, nos dias de hoje de #, caber uma linguagem do tipo”….e este indolente canal era sombreado por salgueiros escuros e ladeado por uma trilha estreita que passava por cercas de trepadeiras e galpões decadentes”.

image

Bem, este post pretendeu ser uma homenagem ao grande escritor italiano Humberto Eco e divagar sobre os meios de comunicação enquanto aguardo o forno.
Agora preciso finalizar(tirar o sal grosso)do meu robalo que esta no forno para o almoço e tomar mais uma taça de vinho.Sobre a harmonização falo no FB.Bom fim de semana,ops,bfs.

Bookmark and Share